quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Do primeiro mês de maternidade...


E o primeiro mês passou! Foi um tempo de descoberta, de aprendizagem e de dedicação, num cenário bastante distante daqueles relatos que muitas vezes li de mães 'zombie', com olheiras até ao umbigo, e de pais a dar em doidos e quase a abandonar o lar (desta última parte não tenho certeza absoluta)! O tempo passa a voar sobretudo quando a Júlia faz sonos mais curtinhos, que tento aproveitar para tratar de mim, das roupas e das refeições. Entretanto, também me reconciliei com a leitura (na fase final da gravidez não me conseguia concentrar e o meu limite era uma revista). É certo que tenho o pai por perto e muitas vezes a mana Raquel também dá uma ajuda, mas a maternidade vai bem e recomenda-se...

A culpa é do passeio...


A Júlia não é propriamente a 'paz d'alma' que se antecipava pelos primeiros dias de vida, tendo desde essa altura dedicado cerca de duas horas do seu dia - ao final da noite - para as suas birras. Mas ela não é a culpada pela demora na atualização... Os passeios roubam quase todas as tardes - de carrinho ou de marsúpio - lá vamos nós, sozinhas ou acompanhadas, passear e aproveitar o sol ainda morno de outono! E aquele delicioso cheiro a castanha assada... Vamos muitas vezes ao parque com o Zig e, claro, às lojas (já lhe dei a conhecer a Zara). Mas o destino é indiferente, porque basta chegar à rua e a bebé já fechou a pestana e a soneca só acaba quando regressa a casa independentemente do tempo que ficamos na rua! Quando estamos em casa, há um montão de coisas para fazer... Assim passaram estas duas semanas de silêncio! puf 



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Ama (menta) R

Acabo de descobrir e recomendo: http://www.loove.pt

Estou a preparar um 'post' sobre a minha experiência de amamentação: mais um momento único nesta caminhada, que não começou lá muito bem!! 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Sete dias depois

18:50 Há precisamente uma semana a Júlia nascia. 

Desde então foram dias tão cheios! Desliguei de tudo à volta para vivê-los em pleno. Não queria desperdiçar nada. As coisas aconteceram num tempo próprio, uma sucessão de episódios que tinham sido muitas vezes antecipados, mas nunca sentidos. É impossível imaginar o que se sente quando nos põem nas mãos aquele ser cujos movimentos fomos apreendendo ao longo dos últimos nove meses.

Depois de muita fazer esperar, na quinta-feira, dia que começou com mais uma caminhada (ufas), a bolsa rebentou pelas 15:00... Alimentava o desejo que assim fosse, porque era sinónimo que o parto se daria de forma natural como sempre quis e, admito, o rebentar das águas tem o seu encanto... A surpresa tão aguardada... A partir daí, foi tudo muito rápido: as contrações chegaram e intensificaram-se. E rapidamente estava a enfrentar o meu receio: a epidural! Mas nem senti... Acho que nessa altura as dores já eram tantas que não havia espaço para sentir mais nada.


Depois o tempo dilui-se de forma estranha como se tivesse lapsos de memória. O pai, os médicos, os enfermeiros, movimentos, a notícia do parto ter que ser assistido por ventosa, dilatação completa e... Júlia nas minhas mãos. Não me lembro sequer de a ouvir chorar. Apenas de a sentir. E de ter vontade de chorar e de não conseguir. Desde então ando ocupada a saborear cada momento deste grande amor. 

domingo, 6 de outubro de 2013

... Segunda-feira outra vez!


Como nem a lua nem a comemoração da Implantação da República a convenceram a nascer… Amanhã é dia de médica, uma consulta que só foi marcada por protocolo, porque – segundo a própria obstetra – “de certeza que nasce antes”. E como tal não aconteceu lá vamos de novo: Tira senha, espera, espera, faz xixi para a tirinha colorida, liga ao CTG, carrega no botão quando sente o bebé mexer… E depois?
Sempre quis que o parto ocorresse naturalmente, sem qualquer intervenção, quando o bebé achasse que era chegada a Hora, mas com a aproximação das 41 semanas, as dores na pélvis, a dificuldade em caminhar, começo a rever as minhas convicções… puf!