domingo, 23 de fevereiro de 2014

Dias de mãe


Por estes dias, a novidade na nossa rotina é a introdução da papa. Faltam duas semanas para ir trabalhar, por isso, não dá para adiar mais a coisa. Até agora andámos a empurrar, de dia para dia, porque dar mama é tão mais prático… A Júlia até parece gostar do prato, mas o processo é muito demorado. A maioria das colheradas têm que ser pacientemente repetidas, porque ela ainda está a aprender a engolir. Hoje foi o segundo dia e não houve progressos assinaláveis, mas espero até ao final da semana conseguir superar esta prova.

Coincidentemente hoje foi a primeira vez que a pequena dormiu uma sesta decente – uma hora e meia - em casa e na cama dela! Normalmente para ela dormir bem à tarde é preciso ir passear. E agora também já adormeceu, sem birras! Será que percebeu como é bom dormir?

E com os sonos mais regulares a leitura acelera. Hoje terminei “A Sentinela”, de Richard Zimler. Tinha comprado o livro num dia em que era suposto a Júlia nascer (a médica disse para ir dar uma volta e voltar mais tarde. Nessa volta, comprei-o para levar para a maternidade, onde voltei e não fiquei). Depois “A Sentinela” ficou literalmente de sentinela. Estava de pé atrás, por se tratar de um policial, género de que não sou grande fã, mas colei completamente! Recomendo.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

puf

Eu prometi a mim mesma que não ia fazer cenas com o regresso ao trabalho. Embora, por vezes, sinta a falta da 'movida' da redação, da correria para escrever uma peça antes dos outros, admito um certo nervosismo com a ideia de voltar ao ativo. Falta menos de um mês! A Júlia vai ficar em ótimas mãos - as do pai- durante a minha ausência, mas ainda assim... Aquela rotina que já tínhamos criado as duas, os passeios, o tempo a passar sem compromissos nem preocupações. Algumas coisas vão ter que mudar. Será um novo teste. Até lá a Júlia vai começar a comer (até agora é só beber), e eu não a vou largar um minutinho que seja!

PS: Estimadas amigas que eu bem vejo que vêm aqui com frequência ver as fotos da minha beringela, continuem assim mudas e caladas (sem comentar) que eu ainda entro em blackout :P

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Livros & Livros

Por aqui, a leitura corre muito bem! Que saudades tinha de ter vontade de ler... Já acabei um livro e estou a meio de outro. Como gostei tanto, deixo-vos aqui o título para o caso de andarem à procura de uma nova leitura! Como à noite estou cheia de sono, aproveito o tempo em que estou a dar mama à Júlia para ler um bocadinho e assim devorei "Homer & Langley", do escritor nova iorquino, E. L. Doctorow.

Ainda a propósito de livros, a partir de 20 deste mês, chega às livrárias o livro do Pedro, "A Porta para a Liberdade", que conta a história do soldado da GNR que ajudou Cunhal a fugir do forte do Peniche, que depois disso ganhou relevo no PCP ... Se quiserem um autógrafo, posso interceder por vocês.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Júlia de pestana aberta!

Nestes quase quatro meses, a maior prova com a Júlia é conseguir adormecê-la! Ela resiste, resiste, resiste... Desde cedo, começámos a tentar pô-la na cama para se habituar a adormecer sozinha. Alguns dias - poucos - a técnica resultou, mas a grande maioria é uma luta! O pior é que nem o colo a acalma. Durante o dia, a coisa resolve-se com passeio: o carrinho e o marsúpio continuam a ser milagrosos. Mas à noite, a coisa complica-se! Já tentámos a música, as palavras, mas ela ali fica de olhos arregalados a sorrir. Quando virámos costas, começa o berreiro.





A parte boa é que, depois de adormecer, são pelo menos oito horas seguidas de sono. Já chegou mesmo a dormir 12 horas seguidas...

Os nossos dias...

Perguntam vocês o que andarão aquelas duas a fazer nestes dias tão chatinhos com chuva e vento? Temos que usar de criatividade redobrada, mas vamos sempre arranjando programas giros para os nossos dias... Num destes fomos ao Oceanário e, por estranho que parece, a Júlia esteve bem atenta e tranquila a seguir os movimentos dos peixes no aquário principal.

Temos mais um mês com os dias inteirinhos para nós...

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Prioridades…


Sem querer cair na ladainha da falta de civismo, os tempos de gravidez e agora em que ando por aí com uma criança, o que me concede prioridade em alguns sítios, permitiam-me escrever um tratado. Invariavelmente sempre que vou ao supermercado trago uma nova história para casa. A fila que dá prioridade a grávidas, clientes com bebés e incapacitados é sempre a que tem mais gente. Uma pessoa aproxima-se e – magia – fica invisível! Quem está à frente fica imóvel para não correr o risco de cruzar o olhar e ter que ceder passagem. No início da minha condição de prioritária, muitas vezes, desistia e procurava outra caixa com menos gente. Depois, à medida que a barriga crescia, passei a avançar até chegar junto da caixa e ser o funcionário a alertar para a minha presença. De vez em quando ouve-se: “há claro… não tinha visto”.

Ressalva: É claro que há pessoas sensatas e até muito amorosas, que não só respeitam estas coisas das prioridades como ajudam sem sequer ser pedido.

Ainda neste capítulo, grávida de quatro meses, num balcão da EDP na loja do cidadão, pediram-me o meu boletim de grávida para poder ter prioridade… Fiquei indignada! Boletim de grávida? Mas eu não vim ao médico, mas mudar o nome do contador da luz… A menina explicou que muitas pessoas usam barrigas falsas para poderem passar à frente e, para evitar situações dessas, “agora só com documento que comprove a gravidez”!!  

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Cenas da Júlia


Mais uma semana e um sem número de novidades no processo evolutivo da Júlia. Passa imenso tempo e fitar os brinquedos com ar de espanto e já a vi pegar num e levar à boca - confesso que fiquei ao rubro e quase acordei a casa para dar conta do novo passo da pequena... As pernas não param de dar pontapés vigorosos (inspirada provavelmente nos remates do nosso Cristiano). E uma destas noites riu – de tal forma que até ela se assustou.

 

Entretanto, reconciliei-me com a leitura! Desde o verão passado que sempre que pegava num livro – e foram vários – não passava das primeiras páginas! Durante a gravidez, não tinha paciência e depois do parto também continuei avessa à literatura (a não ser coisas sobre bebés). Agora, agarrei-me com unhas e dentes. Já me tinha esquecido como é bom andar com um livro sempre atrás e fugir para uma outra realidade.