domingo, 6 de abril de 2014

No dia 22 de março foi assim...



No dia 22 de março foi assim... Numa capela perdida na paisagem transmontana, com uma ventania daquelas de gelar até aos ossos, a Júlia teve a sua primeira festa. Uma cerimónia simples, descontraída, em que esteve quase sempre com aquele seu ar de intrigada, a que cá em casa chamamos o ar de WTF.

Nunca tinha pensado batizar um filho meu, mas o Pedro queria e, esquecendo a teoria do pecado e da mácula (o senhor Francisco já fazia um 'refresh' nessa parte),  gosto de rituais. Além disso, claro que me revejo nos ideais da Igreja, no amor ao próximo, na prática do bem, e momentos como este fazem-nos sempre recordar esses princípios.

Dou muitas vezes comigo a pensar que tenho que lhe ensinar a ser bem educada para evitar aquelas birras horríveis, que tenho que a habituar a comer de tudo, a ler desde pequena (...)! Mas não ponho nessa lista a dever de olhar para o lado, de se preocupar com o outro, de optar pelo que é certo e não necessariamente mais fácil. É por a ter levado numa manhã de primavera à igreja que me vou lembrar de lhe incutir estas coisas? Pois não é, mas ajuda!

Mais a mais, pela primeira vez, sinto-me tão grata que o batizado foi também uma forma de agradecimento!

Mais: a Júlia ganhou oficialmente uns padrinhos muito fixes, que podem fazer as vezes de pais, se estes se passarem (mais), por algum motivo.



Sem comentários:

Enviar um comentário